quinta-feira, 2 de outubro de 2014

JESUS VOTARIA EM ALGUÉM?



Nesses últimos dias da corrida para as eleições do próximo domingo — 5 de outubro de 2014 — temos visto um grande aumento nas manifestações de todas as ordens em apoio a esse ou aquele candidato. Recentemente uma candidata à presidência da república se reuniu para um café da manhã, fora de sua agenda oficial, com diversas lideranças dos chamados evangélicos. Como essa fauna é muito diversa notamos que. sem constrangimento, hereges convictos como o falso apóstolo Agenor Duque, a falsa profetisa Valnice Milhomens, entre outros se reuniram em torno da candidatura dessa senhora, que por fim recebeu um manifesto por escrito assinado pelo pastor batista Ed René Kivitz. Diante disso achamos oportuno publicar o artigo abaixo que foi escrito pelo jornalista Rafael Reparador e foi publicado no Gnotícias.

Em quem Jesus votaria?


Chegamos na semana das eleições! Foi um período eleitoral sanguinário, como todos os outros, com o agravante do massivo uso da rede social para a propagação de ideias, partidos e candidatos e, não só isso, mas também de muitas mentiras, falácias e factoides, aos montes, os quais, representam pra mim um dos maiores espetáculos dos últimos tempos em matéria de asneiras verborrágicas.

Tem sido um verdadeiro esgoto a céu aberto esse pleito, que nojo!

Gosto de política, mas não acredito que exista apenas uma forma – a eleitoral – de se fazê-la. Acredito que posso participar de seus processos em minha comunidade, em meu ambiente de trabalho, em minha cidade, região e até no Brasil todo, ou mundo, através do exercício de minha cidadania, colocando-me disponível para o Jogo, não o do poder, mas o das ideias.

Em contrapartida, quando entramos no lance eleitoral somos arremessados, inevitavelmente, ao negócio da política e é aí que tudo fica, diria, sanguinário. É aí que residem os interesses mais sórdidos e bizarros do coração humano, pois é aí que entra o ‘poder’ que esse jogo é capaz de legar a seus participantes.

É quando vejo Silas Malafaia completamente fora de seu papel (e faz tempo isso) de profeta, diminuindo-se a um charlatão (no mais profundo sentido etimológico) lutando por interesses que ele próprio deve julgar ser o “reino de deus”.

Vejo, igualmente, o deputado Jean Wyllys despencando de seus ideais mais puros, tornando-se um mero boneco de ventríloquo do movimento que ajudou a criar e que justifica sua posição de destaque, dando suporte a seu jogo de interesses.

Todos, nesse jogo, estão em busca dessa mesma coisa: o poder! Pois todos são unânimes no entendimento de que para que possam “fazer” alguma coisa, precisam “ser” eleitos. Após eleitos, a máquina lhes dá poder, dinheiro, bom salário, condições de criar uma estrutura que, pelo menos por quatro anos, irá trabalhar em prol de seu grupo, ideias, partido, enfim, seus correligionários.

Eu não acredito que ideais altaneiros sobrevivam das tetas do sistema e é aí que retomo à pergunta-tema desta minha reflexão: Em quem votaria Jesus?

Bem, da perspectiva que vejo o Senhor, acho que Ele não votaria em ninguém!

Jesus não foi partidário de quem quer que fosse e sua posição neste mundo foi a de um “ente angélico”, um ser superior que andou entre os homens, mas que não adentrou ao campo de suas batalhas terreais, não rebaixando sua missão altaneira, trocando o eterno por alguns anos de influência e poder mundano.

Jesus não representava A ou B, nem fariseus ou saduceus, pelo contrário, Ele bradava não ter sequer lugar onde reclinar sua cabeça.
Andava no mundo, mas não era dele! Não torcia para o Galiléia Futebol Clube, não tinha lutador favorito de  luta Greco Romana, ou ‘pankration’ (o MMA da época), não estava ao lado  dos herodianos, mas, ainda assim, não hesitou em denunciar Herodes em sua malignidade, chamando-o de raposa e, tampouco, se submeteu ao poder que Pilatos presumia ter.

Jesus era Deus andando na terra e, como Deus, via as coisas de uma perspectiva superior.

Creio que todos os que se dizem profetas devem enxergar dessa mesma perspectiva e também andar nessa mesma altura.

Fico com Jesus, com o que Ele faria se estivesse aqui hoje, ou seja, sigo acusando a injustiça, alardeando contra os falsos profetas e não votarei em ninguém.

Talvez você pense diferente de mim e seja até capaz de provar sua teologia com textos bíblicos, a fim de justificar as alianças que fez nesta eleição.

Problema seu!

Se você fez aliança com algum partido, com algum candidato, acho que você está fora da dimensão profética do Cristo e eu já desconfio de você, de antemão.

Repetindo, acredito que se Jesus estivesse aqui hoje, ele não votaria em ninguém, por isso, quero andar como ele andou e não vou votar em ninguém também.

Prefiro seguir minha jornada de fé e permanecer andando na contramão desse sistema sujismundo. Não quero fazer parte disto, por isso, não darei mais meu voto a quem quer que seja, assim como nunca mais dei dinheiro para instituições nas quais deixei de acreditar.

Se você vota por obrigação, deixe de ser manipulado! Fique em casa, não vote, justifique, pague a multa, enfim, não faça parte desse jogo horroroso que, na minha opinião, representa o maior bullying contra todos os brasileiros: ser obrigado a votar nas pessoas que vão zoar sua vida pelos próximos quatro anos.

Não se iluda: seja A, seja B, seja PT, PSB, ou PSDB, todos esses traiçoeiros da língua do P não passam de farinha do mesmo saco.

O artigo original do site Gnotícias poderá ser visto por meio desse link aqui:


PARA REFLETIR

Levando em conta, na minha opinião, as sábias palavras do texto acima e vendo as alianças malignas que muitos estão fazendo para elegerem seus candidatos, gostaríamos de, humildemente, sugerir a meditação e ponderação sobre as seguintes palavras das Escrituras:

Salmos 1:1—2 na NTLH

1 Felizes são aqueles que não se deixam levar pelos conselhos dos maus, que não seguem o exemplo dos que não querem saber de Deus e que não se juntam com os que zombam de tudo o que é sagrado!

2 Pelo contrário, o prazer deles está na lei do SENHOR, e nessa lei eles meditam dia e noite.

Romanos 16:17—18

17 Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos, em desacordo com a doutrina que aprendestes; afastai-vos deles,

18 porque esses tais não servem a Cristo, nosso Senhor, e sim a seu próprio ventre; e, com suaves palavras e lisonjas, enganam o coração dos incautos.

1 Coríntios 5:11

Mas, agora, vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal, nem ainda comais.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:

http://www.facebook.com/pages/O-Grande-Diálogo/193483684110775

Desde já agradecemos a todos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário