quarta-feira, 20 de setembro de 2017

APOCALIPSE — INTRODUÇÃO E AS CARTAS ÀS SETE IGREJAS DA ÁSIA SERMÃO - 031 – UMA CARTA PARA A IGREJA EM LAODICEIA — PARTE 003


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O objetivo dessa série é apresentar os três primeiros capítulos do Livro do Apocalipse. Neles vamos encontrar uma REVELAÇÃO muito especial da pessoa de Jesus Cristo. Cremos que é disso que a Igreja dos nossos Dias precisa: Um encontro pessoal e profundo com o Senhor que diz de si mesmo: Eu sou o Alfa e Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso. No Final de cada estudo o leitor encontrará os links para os estudos seguintes:
LIVRO DO 
Texto: Apocalipse 3:14—22
Introdução.

A. Estamos expondo a última das sete cartas que o Senhor Jesus mandou o apóstolo João escrever e encaminhar para sete igrejas localizadas na Ásia Menor. 
B. Essa última carta foi dirigida para a igreja em Laodiceia.
C. A igreja em Laodiceia se parecia e muito com a qualidade da água disponível para todas as necessidades. Tal água era morna e cheia de detritos de carbonato de cálcio o que fazia da mesma desagradável de beber, além de causar vômitos. Dessa forma era uma água imprestável.
D. De modo semelhante a igreja em Laodiceia é chamada por Jesus de uma igreja morna. A partir dessa comparação entre a água e a igreja podemos deduzir que:
1. As obras da igreja eram inúteis como também era a água da cidade.
2. O comportamento do povo em Laodiceia estava fazendo o Senhor Jesus ficar nauseado como a água morna da cidade também era capaz de fazer.
3. Em resumo, era uma igreja inútil a qual Jesus estava pronto para julgar a mesma.
E. Hoje queremos descobrir quais eram as obras dessa igreja que tanto mal causavam ao Senhor da Igreja.
F. Vejamos então o que Jesus fala acerca dessa igreja e suas obras desagradáveis.

AS OBRAS DESAGRADÁVEIS DA IGREJA EM LAODICEIA
I. AS OBRAS DESAGRADÁVEIS ERAM UM PROBLEMA — APOCALIPSE 3:17
A. Toda igreja, até mesmo nossa própria igreja tem coisas que desagradam ao Senhor. Mas o caso de Laodiceia é singular porque a mesma tinha apenas coisas que desagradavam o Senhor Jesus.
B. Vamos, então analisar cada um dos itens mencionados por Jesus no verso de Apocalipse 3:17, porque é por causa dessas coisas que a igreja era completamente inútil para o Senhor.
C. O motivo principal que fazia aquela igreja tão ofensiva para o Senhor, apesar de não ser mencionado, diretamente, era o orgulho. Ele transparece de forma clara mesmo numa leitura superficial de Apocalipse 3:17.
1. O orgulho é o primeiro entre os chamados de sete pecados capitais que são: Orgulho, Inveja, Raiva, Preguiça, Avareza, Glutonaria e Libertinagem
2. No nosso mundo contemporâneo o orgulho deixou de ser algo negativo e foi substituído por algo mais palatável como autoestima. Afinal de contas, não ter orgulho de si mesmo pode ser muito prejudicial para sua autoestima. E assim, impugnando a motivação do orgulho transformamos o vício numa virtude.
3. Mas os dicionários não nos deixam enganar de forma tão fácil, pois eles insistem em definir o orgulho como sendo:
a. O orgulho é uma presunção irracional de superioridade.
b. Uma opinião arrogante acerca da qualidade de si mesmo.
c. Entre os sinônimos de orgulho, nós podemos encontrar: presunção, arrogância, insolência, egoísmo, vaidade, altivez, soberba, jactância, obstinação, satisfação própria e egocentrismo.
4. Essa era a atitude básica do povo em Laodiceia. Como podemos ver tal atitude era mesmo muito desagradável. A mesma se manifestava de algumas formas específicas para as quais pretendemos olhar de maneira mais atenta, a seguir. 
II. O ORGULHO DOS LAODICENSES SE MANIFESTAVA EM:
A. Riqueza material ou prosperidade financeira. Eles diziam: SOU RICO! O orgulho da igreja em Laodiceia nesse contexto fazia com que os membros da Igreja pensassem que: porque eram ricos financeiramente também eram ricos espiritualmente. Essa ideia predomina também no meio da popular Teologia da Prosperidade dos nossos dias onde prosperidade financeira é confundida com prosperidade espiritual.
B. A riqueza de Laodicéia era bem conhecida. A cidade mandava cunhar suas próprias moedas. Naqueles dias, quando se falava de riqueza e da influência que a riqueza produz, logo se falava de Laodiceia. Não era incomum pessoas falecidas deixarem heranças milionárias para seus descendentes. Algumas pessoas em Laodiceia eram tão ricas ou, até mais ricas, do que até mesmo reis.
C. Mas o verdadeiro problema de Laodiceia não era a riqueza em si e sim a autossatisfação convencida que a mesma produzia. Jesus nos adverte contra essa autossatisfação baseada nas riquezas:
Lucas 12:15
Então, lhes recomendou: Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui.
D. Era esse convencimento que levava os crentes em Laodiceia a afirmarem: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma.
E. No ano 60 A.C um terremoto destruiu completamente a cidade. Uma nova e ainda mais esplêndida Laodiceia foi construída sem nenhuma ajuda de Roma.
F. Como a cidade foi reconstruída sem nenhuma ajuda do império, assim também os membros da Igreja em Laodiceia achavam que também não precisavam de Deus para nada.
G. A frase “Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma”, revela o gigantesco orgulho que afetava a igreja em Laodiceia e faziam com seus membros ficassem completamente cegos para sua verdadeira condição.
H. A falta de conhecimento e, de intimidade com o Senhor os levou a não perceberem que não tinham nenhuma riqueza espiritual. Sem sofrerem perseguições externas como em Sardes, Esmirna e Filadélfia, e sem serem ameaçados internamente por falsos mestres e falsas doutrinas como em Éfeso, Pérgamo e Tiatira, a Igreja em Laodiceia naufragou ao estilo de vida rico e poderoso da cidade como um todo.
Na próxima mensagem iremos ver com mais detalhes a verdadeira condição espiritual em que a Igreja em Laodiceia se encontrava.  
Conclusão:

A. Entre os chamados sete pecados capitais nós vamos encontrar dois que são especialmente perigosos por causa de sua sutileza: trata-se do orgulho e da avareza.

B. O orgulho foi renomeado de autoestima e a avareza é vista como prosperidade.

C. Dessa maneira dois vícios terríveis assumiram uma nova identidade e passaram a ser vistos como desejáveis.

D. Não podemos negar que certa prosperidade é capaz de abalar até mesmo uma congregação pequena e humilde como a nossa.

1. Não é difícil começarmos a ver nossa prosperidade como verdadeira bênção de Deus. Se isso tem acontecido na sua vida, lembre-se que a bênção de Deus não deve ser esbanjada em nossos próprios prazeres, mas ser utilizada de modo sábio para socorrer os necessitados.

Tiago 4:3

Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres.

2. Facilmente nos esquecemos de que Deus deseja nossos corações acima de qualquer outra coisa. Quando entregamos nossos corações — vida — a Deus então todo o resto segue.

3. É mesmo uma vergonha que pastores e outros ídolos evangélicos e católicos consigam enriquecer no “negócio de pregar o evangelho”.

E. Quando enriquecemos é muito difícil colocar Deus em primeiro lugar em nossas vidas. Mas Jesus nos adverte com as seguintes palavras:

Mateus 19:23—24

23 Então, disse Jesus a seus discípulos: Em verdade vos digo que um rico dificilmente entrará no reino dos céus.

24 E ainda vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus.

Mateus 6:24

Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.

F. Que essas palavras nos ajudem a corrigir qualquer desvio de rota em que porventura nos encontremos, e que o Senhor Jesus Cristo possa ocupar o lugar central em nossas vidas e em tudo o que fazemos. Que seja tudo feito para a Glória de Deus.

OUTRAS MENSAGENS ACERCA DO APOCALIPSE: INTRODUÇÃO E CARTAS ÀS SETE IGREJAS
APOCALIPSE 1:1—20 — SERMÃO 001 — INTRODUÇÃO AO LIVRO DO APOCALIPSE

APOCALIPSE 1:1—20 — SERMÃO 002 — UMA VISÃO DE JESUS CRISTO — PARTE 001

APOCALIPSE 1:1—20 — SERMÃO 003 — UMA VISÃO DE JESUS CRISTO — PARTE 002

APOCALIPSE 2:1—7 — SERMÃO 004 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ÉFESO — PARTE 001

APOCALIPSE 2:1—7 — SERMÃO 005 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ÉFESO — PARTE 002

APOCALIPSE 2:8—11 — SERMÃO 006 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ESMIRNA — PARTE 001

APOCALIPSE 2:8—11 — SERMÃO 007 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ESMIRNA — PARTE 002

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 008 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 001

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 009 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 002

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 010 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 003

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 011 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 004

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 012 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 005 FINAL

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 013 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 001

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 014 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 002

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 015 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 003

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 016 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 004

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 017 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 005

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 018A/B — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 006A/B

APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 019 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES— PARTE 001

APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 020 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES— PARTE 002

APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 021 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES— PARTE 003

APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 022 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES— PARTE 004

APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 023 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES— PARTE 005 — FINAL

Apocalipse 3:7—13 — SERMÃO 024 – UMA CARTA PARA A IGREJA EM FILADÉLFIA — PARTE 001

Apocalipse 3:7—13 — SERMÃO 025 – UMA CARTA PARA A IGREJA EM FILADÉLFIA — PARTE 002

Apocalipse 3:7—13 — SERMÃO 026 – UMA CARTA PARA A IGREJA EM FILADÉLFIA — PARTE 003

Apocalipse 3:7—13 — SERMÃO 027 – UMA CARTA PARA A IGREJA EM FILADÉLFIA — PARTE 004

Apocalipse 3:7—13 — SERMÃO 028 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM FILADÉLFIA — PARTE 005

Apocalipse 3:14—22 — SERMÃO 029 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM LAODICEIA — PARTE 001

Apocalipse 3:14—22 — SERMÃO 030 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM LAODICEIA — PARTE 002

Apocalipse 3:14—22 — SERMÃO 031 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM LAODICEIA — PARTE 003
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/09/apocalipse-introducao-e-as-cartas-as.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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domingo, 17 de setembro de 2017

Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade - Estudo 014 C


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Essa é uma série cujo propósito é estudar os conceitos bíblicos de vida, morte, estado intermediário e eternidade. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade.  

CONTINUAÇÃO...

UM CONCEITO UNIVERSAL: A CRENÇA NA VIDA DEPOIS DA MORTE

Nessa discussão nós também precisamos destacar que os materialistas precisam se manifestar não apenas com uma sólida evidência contra a vida consciente após a morte, mas que eles também precisam dar uma explanação plausível do como e do porque tal crença é tanto antropologicamente quanto geograficamente falando, universal. Até hoje nenhuma explicação ou teorias plausíveis foram apresentadas.

Quando nos voltamos para a história da filosofia — com uma quantidade de compêndios e coleções cada vez mais numerosas — para descobrirmos o que as melhores mentes humanas têm descoberto, nós nos damos conta que desde os filósofos gregos clássicos a te os dias de hoje, a imortalidade da alma tem sido aceita como razoável e, virtualmente, autoevidente. A lista desses filósofos inclui desde Sócrates até os maiores expoentes do tempo presente. O mesmo pode ser afirmado acerca dos grandes cientistas do passado e do presente acerca da crença na imortalidade. Nesse caso a lista se estende de Aristóteles até os cientistas dos nossos dias. É claro que, como acontece em qualquer áreas, sempre existirão exceções ao padrão geral.

Também estamos cientes que essa linha de argumentação pode ser considerada como uma forma de apelo às chamadas autoridades. Também estamos cientes que muitos mestres de lógica consideram qualquer apelo à autoridade como algo inválido. Todavia, quando questionamos em que base eles se recusam a aceitar o apelo às autoridades, de modo surpreendente, eles apelam para sua própria autoridade ou mesmo para a autoridade de terceiros! Hipocrisia explícita maior ainda está para ser observada. Esse é o motivo porque nos recusamos a nos deixar convencer por esses clichês ridículos. Autoridade e fé encontram-se na base de todo tipo de conhecimento, porque todos os sistemas têm início com suposições baseadas em algum tipo de autoridade. Filosofia e ciência estritamente empíricas existem apenas em livros de tória. A realidade é algo distinto.

Ainda assim é comum ouvirmos bobagens do tipo:

1. Apenas pessoas ignorantes e sem estudo suficiente acreditam na vida depois da morte.

2. A ciência já provou que não existe vida depois da morte.

3. Filósofo não podem jamais aceitar o conceito de vida depois da morte.

Será que devemos mesmo acreditar que todos os filósofos e cientistas que acreditavam na vida depois da morte eram pessoas ignorantes e incultas? Será que esses homens e mulheres aceitariam um conceito acerca do qual não existisse nenhuma evidência? Será que os materialistas dos nossos dias são mais inteligentes do que toda a humanidade que os antecedeu? Em que base eles desprezam algo que tem sido crido pela humanidade por milênios?

Estudiosos da história da Igreja, como C. S. Lewis e outros, têm ensinado que: os documentos cristãos mais antigos indicam com clareza a crença que a parte não material dos seres humanos sobrevive à morte do corpo.

É impossível negar que nos últimos dois mil anos da nossa história, com algumas exceções é claro, os cristãos têm crido na imortalidade da alma. Teólogos clássicos tanto da Europa quanto das Américas têm defendido esse conceito bíblico. Católicos e protestantes não têm apenas defendido tal ensinamento, mas o mesmo tem sido proclamado dos mais diversos púlpitos ao redor do mundo.

As coisas mudaram de fato quando os materialistas assumiram o controle da educação e isso fez com que, lamentavelmente, alguns teólogos adotassem o discurso em voga para não darem a impressão que estavam querendo nadar contra a maré.

Desejosos de ganharem a aprovação geral no meio acadêmico, teólogos modernistas adotaram o materialismo como método de analisar as escrituras e como isso, se viram forçados a negar qualquer manifestação sobrenatural, primeiro na Bíblia — negando os milagres — e depois nos seres humanos — negando a imortalidade dos mesmos. Dessa forma, a Bíblia foi reduzida a ser apenas um livro em muitos outros, enquanto os seres humanos foram reduzidos a serem apenas animais no meio de muitos outros animais.

O que podemos dizer desses teólogos modernos? Seguem algumas sugestões:

1. Primeiro, o relacionamento entre a religião e o materialismo não é possível, porque o materialismo não pode nuca gerar princípios morais, valores ou significados, que são essenciais para qualquer religião. Para os materialistas somos apenas animais.

2. É necessário que os mesmos parem de alegar que encontram fontes para o materialismo dentro da própria Bíblia. Em vez disso, eles deveriam deixar que os autores bíblicos falem por si mesmos.

3. Em terceiro lugar é importante que sejam honestos. Sem o elemento sobrenatural tanto a Bíblia quanto os seres humanos perdem seu significado.

4. Depois, eles não deveriam usar linguagem religiosa para manipular as pessoas. Imitando os rabinos de todas as épocas, os teólogos modernistas adoram redefinir as palavras para fazê-las dizerem exatamente o contrário do que tem sido o entendimento das mesmas.


OUTROS ARTIGOS ACERCA DE VIDA, MORTE, ESTADO INTERMEDIÁRIO E ETERNIDADE
Estudo 001 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Introdução à Hermenêutica ou Interpretação das Escrituras Sagradas
Estudo 002 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Introdução à Hermenêutica ou Interpretação das Escrituras Sagradas — Parte 002
Estudo 003 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Introdução à Hermenêutica ou Interpretação das Escrituras Sagradas — Parte 003
Estudo 004 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — O Ser Humano Como Criatura de Deus — Parte 001
Estudo 005 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — O Ser Humano Como Criatura de Deus — Parte 002
Estudo 006 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — O Ser Humano Como Criatura de Deus — Parte 003
Estudo 007 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Unidade e Diversidade nos Seres Humanos — Parte 001
Estudo 008 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Antigo Testamento — Parte 001
Estudo 009 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Antigo Testamento — Parte 002
Estudo 010 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Antigo Testamento — Parte 003
Estudo 011 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Novo Testamento — Parte 001 — ψυχή — Psiché
Estudo 012 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Novo Testamento — Parte 002 — πνεῦμα — pneûma — espírito, καρδίᾳ — Kardía — Coração, διανοίᾳ — dianoíaφρόνημα — frónemaνοήμα — noémaνοῦς  nous — Mente.
Estudo 013 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Novo Testamento — Parte 003 — ἔσω ἄνθρωπον — éso ánthropon = homem interior; νεφρόι — Nefroi = rins
Estudo 014 A — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — A Crença na Imortalidade como algo Universal — Parte 001

Estudo 014 B — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — A Crença na Imortalidade como algo Universal — Parte 002

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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sábado, 16 de setembro de 2017

JOÃO 15 - SERMÃO 004 — PRODUZINDO FRUTOS — João 15:4—5


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Esse artigo é parte da série onde expomos o Salmo 86 e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nesse Salmo, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará um link para os outros estudos.

PERMANECENDO EM CRISTO

Uma Exposição Bíblica e Teológica de João 15

Introdução:

A. Jesus é a “Videira Verdadeira”. O Pai de Jesus, que é Deus, é o “Agricultor”. VERSO 1.

B. Nós somos os ramos da videira e somos objetos da atenção especial do Agricultor que 15:2.

C. Parte desse cuidado envolve:

1. αἴρει aírei — cortar fora ou afastar o que está ligado a algo.

2. καθαίρει  — kathaírei — limpar sujeira e impurezas. Podar uma videira de ramos desnecessários. Metaforicamente, expiar ou pagar pela culpa.  

D. E foi exatamente para isso que Deus enviou Seu Filho ao mundo, para que ele pudesse expiar ou receber o justo castigo que nossos pecados mereciam. A Bíblia diz o seguinte:

Romanos 6:23

Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.

E. Nós merecíamos morrer eternamente — ser separados de Deus por toda a eternidade — mas Jesus veio, tomou o nosso lugar e recebeu, Ele mesmo, o justo castigo que nossos pecados mereciam —

1 Pedro 2:24

Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados.

F. Uma vez perdoados por Jesus e plenamente reconciliados com Deus é necessário PERMANECER EM CRISTO, porque somente dessa maneira iremos produzir o fruto necessário para alimentarmos outras pessoas, conforme vimos que é necessário, na mensagem anterior.

G. Hoje queremos concentrar nossa atenção nesse fruto que todos devemos estar sempre produzido para:


1. A Glória de Deus!


2. O Engrandecimento do Nome do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.


PRODUZINDO FRUTO COMO VERDADEIROS DISCÍPULOS


I. Permanecendo em Cristo Para Produzir Fruto, Muito Fruto.

A. Para podermos produzir fruto é necessário PERMANECER em Cristo — VERSO 4.

B. Qual é o significado dessa expressão: PERMANECER?  A expressão grega é μείνατε meínate — significa: permanecer, ficar, continuar presente.

C. Isso que dizer o seguinte: para permanecer precisamos deixar de ser superficiais. Temos que nos fixar de um modo que sejamos verdadeiros.

D. Se permanecermos mesmo em Cristo, nós temos que dar evidências claras de que temos um compromisso sério com o Senhor. Não podemos ter um relacionamento superficial com Jesus e achar que tudo irá acabar bem.

E. Permanecer firmes em Cristo é a única prova concreta de que verdadeiramente estamos unidos com Ele.

F. Jesus nos adverte com as seguintes palavras:

Lucas 8:14

A que caiu entre espinhos são os que ouviram e, no decorrer dos dias, foram sufocados com os cuidados (ansiedade), riquezas e deleites (prazeres) da vida; os seus frutos não chegam a amadurecer.

G. Quando permanecemos num relacionamento profundo com Cristo, Ele nos promete o seguinte: permanecei em mim, e eu permanecerei em vós.

H. Somente o verdadeiro crente, aquele que habita em Cristo pode fazer esse tipo de afirmação: Jesus permanece em mim!

II. Alguns Frutos Espirituais Mencionados na Bíblia.

A. Nós produzimos fruto quando compartilhamos o evangelho com outros e os ajudamos a se aproximarem de e se reconciliarem com Deus:

Romanos 1:13 —16

13 Porque não quero, irmãos, que ignoreis que, muitas vezes, me propus ir ter convosco (no que tenho sido, até agora, impedido), para conseguir igualmente entre vós algum fruto, como também entre os outros gentios.

14 Pois sou devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes;

15 por isso, quanto está em mim, estou pronto a anunciar o evangelho também a vós outros, em Roma.

16 Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego.


B. Nós produzimos fruto quando nos tornamos ceifeiros nos campos do Senhor:

João 4:35—38

35 Não dizeis vós que ainda há quatro meses até à ceifa? Eu, porém, vos digo: erguei os olhos e vede os campos, pois já branquejam para a ceifa.

36 O ceifeiro recebe desde já a recompensa e entesoura o seu fruto para a vida eterna; e, dessarte, se alegram tanto o semeador como o ceifeiro.

37 Pois, no caso, é verdadeiro o ditado: Um é o semeador, e outro é o ceifeiro.

38 Eu vos enviei para ceifar o que não semeastes; outros trabalharam, e vós entrastes no seu trabalho.

C. Nós produzimos fruto quando crescemos em santidade e obediência aos mandamentos do Senhor:

Romanos 6:22

Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna.

D. Nós produzimos fruto quando contribuímos financeiramente para ajudar na obra de Deus:

Romanos 15:28 na Nova Tradução na Linguagem de Hoje

Depois que eu terminar esse trabalho e que entregar toda a oferta que foi recolhida para eles, viajarei para a Espanha e no caminho visitarei vocês — NTLH.

E. Nós produzimos fruto quando manifestamos um caráter controlado pelo Espírito Santo que demonstra o FRUTO DO ESPÌRITO, em Sua plenitude:

Gálatas 5:22—23

22 Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade,

23 mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.

F. Nós produzimos fruto quando louvamos a Deus:

Hebreus 13:15

Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome.

III. Uma Advertência Solene.

A. Muitas dessas coisas podem ser falsificadas por nossa própria carne pecaminosa, mas o engano dura pouco, porque o fruto falso não tem em si a semente para continuar se reproduzindo.

B. Quando a obra é humana ela não continua — esse é o motivo porque muitas igrejas precisam inventar novidades e todos os dias elas têm que ter alguma coisa nova, algum atrativo para continuar fazendo as pessoas virem aos seus programas.

C. O fruto produzido pelo Espírito tem, em si mesmo, a semente para continuar se multiplicando!

D. Procure se assegurar que você está em Cristo, PERMANECENDO nEle e que seus frutos serão duradouros e se multiplicarão também. 

Conclusão

A. Quantas e quantas pessoas, cada um de nós conhece que já passaram por essa e por outras igrejas verdadeiras, mas nunca mais voltaram. Aqueles que mantêm um relacionamento superficial com Jesus vão e não voltam nunca mais. COMO ESTÁ TEU RELACIONAMENTO COM JESUS? É superficial ou e real e verdadeiro?

1 João 2:24

Permaneça em vós o que ouvistes desde o princípio. Se em vós permanecer o que desde o princípio ouvistes, também permanecereis vós no Filho e no Pai.

B. As palavras de Jesus prometendo permanecer em nós devem nos servir de grande consolo, porque Jesus é o Pão da Vida e a Água da Vida. Ou seja, ele é tudo que precisamos. Ele, e somente Ele pode satisfazer todas as nossas necessidade mais profundas. Esse é o motivo porque ele nos diz o seguinte em —

João 15:5

Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.

C. Não confunda conhecer Jesus pessoalmente e manter comunhão e um profundo relacionamento com ele com frequentar uma igreja. Qualquer igreja. Nenhuma igreja pode servir de verdadeiro substituto para o ato de permanecer em Cristo e ter Cristo permanecendo em nós.

D. Nós precisamos abrir nossas vidas inteiramente para Deus e receber de Jesus, a videira verdadeira, todo o alimento ou tudo o que precisamos para viver a vida cristã em sua plenitude, pois ele mesmo disse: SEM MIM NADA PODEIS FAZER.

E. Que tenhamos a humildade para depender integralmente de Jesus e não confiramos, de nenhuma forma, em nossas próprias habilidades e capacidade para satisfazer nossas necessidades mais profundas.

OUTRAS MENSAGENS DA SÉRIE PERMANECENDO EM CRISTO

SERMÃO 001 — A VIDEIRA VERDADEIRA — João 15:1
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/11/joao-15-sermao-001-videira.html

SERMÃO 002 — O AGRICULTOR — João 15:1

SERMÃO 003 — OS RAMOS – João 15:2—3

Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis


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